Almeida: a estrela do interior


























[PT]

Almeida é uma vila fortificada em forma de estrela localizada no interior de Portugal, na Guarda. Esta estrela do interior, como é designada, encontra-se implantada numa área de planalto e com vista privilegiada em toda a sua volta. A fortificação em formato estrela defendia o Castelo que nos dias de hoje consiste numas ruínas imperceptíveis de tal. Passámos por cima delas mas nem associei, mais tarde ao passar na rua do Castelo (foto 15) é que percebi que faltava algo. Em casa pesquisámos mais sobre esta vila, e o suposto Castelo, e aí percebemos porque é praticamente inexistente, e isso deixo para pesquisa se ficarem curiosos, e consequentemente livro-me de transmitir informações menos correctas.

A parte da entrada principal, que tem um nome tal como as outras entradas têm, convida a entrar com calma e a explorar de forma livre, a percorrer à volta a zona defensiva olhando lá para baixo para os fossos, e a passar por alguns exemplares de artilharia pesada - os canhões.

O vento soprou até metade do percurso onde após isso ficamos abrigados pela própria vila continuando a visita até à zona do museu. O museu militar encontrava-se em dia de folga - fechado.

As ruas da vila são simples, as casas pequenas e baixas todas numeradas da mesma forma, uma pacatez inabalável permite ter o tempo que quisermos para fotografar os pormenores. Numa zona de fosso é possível ver um agricultor a cuidar da horta, algo inesperado de ver por ser dentro da fortificação em si, mas é curioso. O silêncio é terapêutico, o olhar perde-se na vastidão das planícies nesta altura secas e despidas, cá em baixo as pessoas nos seus quintais a tratar da terra, e os nossos pés a calcar anos de história e de erosão.

Não sei como é a vila ao fim de semana, sei que num dia de semana se encontrava muito calma, quase desértica, embora me custe dizer esta palavra, mas foi bom ver que é visitada por turistas.

Foi uma feliz descoberta, não dava nada pelo sítio tendo em conta as fotos que vi, excepto as aéreas, mas gostei muito. Foi possível sentir Almeida como é agora e isso a mim me basta. A primeira fortificação do género que visitei foi a de Valença, agora Almeida e fica a faltar a de Elvas, as chamadas fortalezas abaluartadas encostadas a Espanha.

De regresso a casa ficou aquele sentimento de termos um património incrível que eu mesma admito não explorar cobiçando o que existe pelos outros países. Fiquei a pensar no sítio em si em termos de posição estratégica, o arsenal militar, as batalhas e como nada sei porque História foi daquelas disciplinas na escola que nunca me cativou, era aborrecido, e hoje tenho a noção que sou uma folha em branco em História de Portugal. Aqui fica o meu contributo sobre esta vila que espera pela vossa visita 😉 .

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[EN]

Almeida is a fortified star-shaped village located in the interior of Portugal, in Guarda. This star of the interior, as it is designated, is implanted in upland area and with a privileged view all around. The fortification in star defended the Castle that today consists of imperceptible ruins of such. We did pass over it but I did not associate, later on when passing in the Castle's street (photo 15) is that I realized that something was missing. At home, we researched more about this village, and the supposed Castle, and then we realize why it is practically nonexistent. The explanation you can investigate if you feel curious, and consequently to me no risk of transmitting less accurate information.

The part of the main entrance, which has a name just like the other entrances have, invites you to enter calmly and to explore freely, to walk along the defensive line looking down to the moats while passing by a few pieces of heavy artillery - the cannons.

The wind blew until halfway the path we covered and then the village itself sheltered us from the wind on the way to the museum area. The military museum was on a day off - closed.

The streets of the village are simple, the houses are low and small all numbered in the same way, an unshakable peacefulness allows us the time we want to photograph details. In a moat zone it's possible to see a farmer taking care of the land, something unexpected to see because it's inside the fortification itself, kinda curious. The silence is therapeutic, our vision gets lost in the vastness of the lowlands, dry and naked ones. Near and below the people in their backyards doing what is needed, whilst our feet on top of years of history and erosion.

I do not know how the village is during the weekend, on a weekday it was very calm, almost desert, although I would prefer not to say this word, but still it was good to see that it is visited by foreign tourists.

It was a happy discovery, I didn't expect much considering the photos I saw, except the aerial ones, but I really enjoyed. It was possible to feel Almeida as it is now and that is enough for me. The first fortification of this kind that I visited was the one in Valença, now Almeida, and Elvas will be waiting to be visited, all are ramparts near Spain.

On the way back home a feeling of having an incredible heritage but that I admit not exploring as it should, instead longing for what other countries have to offer. It also crossed my mind the place itself in terms of strategic position, military arsenal, battles and how I know nothing about it because History was one of those disciplines in school that never captivated me, it was boring, and today I admit being a blank sheet in History of Portugal. Here's my contribution about this village that awaits your visit 😉 .

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